top of page

Trabalhar duro para ser feliz ou ser feliz para produzir bastante?


Você já ouviu falar em psicologia positiva?

A sociedade científica trabalha muito com a construção de gráficos e tabelas baseados em dados obtidos a partir de resultados colhidos em experiências desenhadas para fundamentar qualquer que seja a tese ou objetivo que se almeja encontrar ou provar. No entanto, os resultados plotados são aqueles que permanecem na média, que seguem o padrão da maioria. Portanto, ao se deparar com aqueles números e pontos que saem da curva padrão em um experimento, estes são eliminados, descartados pois são considerados erros de medida e erros padrões.

Este tipo de conceito é um dos primeiros fundamentos que uma pessoa que estuda estatística, economia, psicologia aprende. Ou seja, somos ensinados a eliminar aquele ponto fora do padrão, aquele esquisito que se encontra fora da média para que então possamos traçar a melhor curva. Este procedimento é válido e fantástico para determinar quantos comprimidos um paciente regular deveria estar tomando por dia, mas o que dizer quando nosso interesse é o nosso potencial, nossa felicidade ou produtividade, energia ou criatividade? O que acabamos fazendo é criando o culto da média através da ciência.

Quando se pergunta quão rápido um trabalhador consegue terminar uma tarefa, a ciência rapidamente muda esta pergunta para: quão rápido o trabalhador médio consegue terminar esta tarefa. E assim uma curva média é criada para todos os nossos desempenhos e execuções fazendo com que sejamos comparados com aquele número da grande massa. Mas o que acontece a partir do momento que você vira um ponto abaixo desta curva? É comum que resultados assim indiquem que a pessoa tem algum tipo de depressão ou desordem.

Desnecessário dizer que estes tipos de sentimentos causam inúmeros problemas na vida do ser humano que terá que movimentar suas forças para conseguir lidar com suas questões e adaptar-se para reerguer-se, encontrar-se. No entanto o que se busca comumente nestes momentos é conformar e alcançar a normalidade. Mas a questão é que esta normalidade é meramente a média, e a pergunta que fica é: será que se estudarmos apenas o que é a normalidade não ficaremos apenas meramente na média?

É importante que possamos entender o profundo significado de uma constatação muito simples de ser feita quando olhamos para a civilização e as individualidades que existem no nosso mundo – nós somos únicos e diferentes uns dos outros. A riqueza da diversidade que existe em nosso planeta vai além do que podemos imaginar pois ela é dependente do meio cultural que crescemos, da educação que recebemos, e além disso, ainda somos o somatório de nossas experiências anteriores. E isso é riqueza, a riqueza da natureza humana onde cada um se apresenta no mundo de acordo com suas crenças, visões e valores próprios. Não se classificam culturas, opiniões, credos como se houvesse melhor ou pior.

Ao encontrar um ponto acima da curva, é de muito mais valor avaliar quais são os parâmetros que os colocam ali na possibilidade de que estes resultados possam ser replicados e seguidos nos pontos da média aumentando assim os valores desta. É importante se dar conta que não é necessariamente a realidade que nos molda mas sim a lente pela qual nossos cérebros enxergam o mundo. Portanto ao assistir noticiários onde a grande maioria das mensagens repassadas possuem uma conotação negativa de crimes, tragédias, roubos e demais, nosso cérebro transcreve esse sentimento para a nossa realidade. É por este motivo que faz-se não só importantíssimo, mas imperioso que nós troquemos a lentes pelas quais enxergamos para que possamos ser o principal responsável pela nossa felicidade.

O mundo de hoje assume que determinadas aparências classificam e determinam a felicidade. A mais comum delas com certeza é a de posses materiais. É um paradigma muito grande na sociedade que quanto mais dinheiro uma pessoa adquirir, mais feliz ela será. Porém nossas aparências e representações conseguem determinar apenas 10% da nossa felicidade a longo prazo, o restante vem de como o seu cérebro processa o mundo. Eis a beleza do autoconhecimento e porquê devemos mudar a forma como visualizamos o mundo, afetando assim diretamente nossa realidade e felicidade.

Um estudo de Harvard conduzido por Shawn Achor mostrou que apenas 25% das pessoas bem sucedidas alcançaram estes resultados por conta de seu QI, os 75% restantes são alcançados devido ao seu nível de otimismo, seu apoio social e a sua habilidade de enxergar o estresse como um desafio e não uma ameaça.

A grande maioria das empresas carregam uma política de que quanto mais trabalharem, mais bem sucedidas serão, e sendo mais bem sucedidas, então serão mais felizes. Esta política se replica em nossos padrões como pais, como gerentes e na forma como motivamos nossos comportamentos. No entanto esse padrão possui razões que o invalidam e tornam falhos, pois a cada vez que se atinge o sucesso o parâmetro para tal é alterado para um novo formato em um nível mais alto que coloca a felicidade do outro lado do sucesso e desta forma você nunca chega lá. É fato que nosso cérebro funciona do modo inverso, pois ao ter presente o fator de positividade no agora, o cérebro experiencia algo chamado vantagem de felicidade. Quando nosso cérebro está com esta química atuante, nossa inteligência aumenta junto com a criatividade e os níveis de energia melhorando consequentemente qualquer tipo de resultado das atividades sendo executadas.

Portanto, o grande desafio é manter nosso cérebro positivo no presente para que possamos estar felizes e assim entregar resultados muito superiores em todos os âmbitos de nossas vidas. Este resultado pode ser obtido através de ações simples, como a pratica da gratidão, rememorar bons momentos, exercícios físicos, meditação, ações de caridade e bondade.


Fonte: https://www.ted.com/talks/shawn_achor_the_happy_secret_to_better_work?user_email_address=0082a09446ef462225f7abc2634ba765&lctg=62d1b3075473360814359568

28 visualizações0 comentário

Commentaires


bottom of page