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Nem sempre o sucesso é sinônimo de satisfação!

Atualizado: 2 de fev. de 2023

Uma empresa tem como objetivo o sucesso. As metas e objetivos trabalhados através de seus colaboradores em cooperação culminam para que os planos delimitados sejam logrados e assim a totalidade do corpo empresarial e também dos clientes e consumidores envolvidos possam ser recompensados com os resultados positivos alcançados.



A cada início de ano é comum sentarmos para refletir, ponderar e delimitar novos horizontes que nos guiam em nossas trajetórias de ascensão, além de avaliar o caminho já percorrido nos posicionando sobre o nosso sucesso.

Mas você já se pegou questionando que algo está faltando após atingir o sucesso em sua vida?


É claro que o sucesso é algo de mensuração difícil e individual. Há diversas formas que um ser humano irá avaliar e perceber o sucesso, mas de forma geral podemos dizer que ao alcançar metas e objetivos aliados a um equilíbrio nas diversas áreas da vida, seja pessoal e profissional, as pessoas tendem a sentir-se bem-sucedidas. A insatisfação tende a ser gerada justamente quando pequenos detalhes em metas e desejos traçados não são atendidos e ofuscam o quadro geral fazendo com que o resultado fique 'manchado' prejudicando a capacidade de sentir a alegria merecida.


Um estudo relatado pela universidade de Harvard apontou que 72% de empreendedores bem-sucedidos em um grupo avaliado sofriam com depressão ou outros problemas relacionados a saúde mental. Números como este são indícios muito importantes para que na ânsia de exercer a ambição, não se perca o equilíbrio para apreciar todas as conquistas e inclusive as derrotas que o caminho mostra, tudo em um conjunto de vivências que ensinam e trazem sabedorias quando bem vividos.

Foi o professor de Harvard, Arthur Brooks que após anos pesquisando a tola associação inevitável que se faz entre realização, riqueza, notoriedade e uma sensação duradoura de satisfação, concluiu da seguinte forma:


As metas insaciáveis de adquirir mais, ter sucesso visível e ser o mais atraente possível nos levam a objetivar uns aos outros e até a nós mesmos. Quando as pessoas se veem como pouco mais do que seus corpos atraentes, empregos ou contas bancárias, isso traz um grande sofrimento... Você se torna um mestre de tarefas sem coração para si mesmo, vendo a si mesmo como nada mais do que Homo economicus. Amor e diversão são sacrificados por mais um dia de trabalho, em busca de uma resposta interna positiva para a pergunta Já sou bem-sucedido? Nós nos tornamos recortes de papelão de pessoas reais.


A auto-cobrança, o perfeccionismo exagerado, a falta de respeito com os limites, o constante projetar de imagens distorcidas em nossas ações são receitas para levar a insatisfação. Podemos resumir isso como a falta de caridade, porque esta deve começar consigo para que possa ser estendida ao próximo e onde estivermos, consequentemente, em ambientes de trabalho. É importante frisar que aqui o conceito de caridade deve ser entendido como não só a material, mas principalmente a moral.

Uma meta comum aos seres humanos, consciente ou instintiva, é justamente o crescimento, a evolução, a busca pela felicidade. Interessantemente associado a esta busca, um estudo canadense conduzido pela universidade da British Columbia e coordenada por Elizabeth Dunn concluiu que fazer o bem e ajudar ao próximo aumenta consideravelmente o nível de satisfação e o bem-estar, mas é fundamental que estas ações se iniciem conosco, pois nunca seremos capazes de doar aquilo que não temos.


O sucesso de uma empresa depende diretamente do sucesso individual de seus colaboradores pois nada mais é do que o resultado da soma destes. Por isso, é fundamental que a empresa também proporcione os meios para que não apenas sejam todos bem-sucedidos, mas essencialmente satisfeitos.

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